No final do ano de 2007 ocorreu um caso de grande repercussão na Serra Gaúcha, onde o Gesseiro Valdir Garcia de Moura, de 41 anos, matou em legítima defesa um policial militar, que sem farda, junto com mais dois homens, tentava invadir sua residência. O motivo da tentativa de invasão foi um desentendimento que o Gesseiro teve com amigos do policial.
Na tentativa de invasão Valdir efetuou dois diparos que acabaram por atingir o pescoço do oficial da Brigada militar, matando-o. Após o acontecido, Moura abandonou o local. Logo após chegaram viaturas da Brigada Militar de Caxias do Sul, Flores da Cunha e Farroupilha numa demonstração desmedida de corporativismo, o que no caso era desnecessário pois tratava-se de um homicídio simples. Ou seja em outras palavras má emprego da máquina pública.
Logo, o que ocorreu na residência foi abuso de poder dos policiais que estavam lá, tortura e agressões para com um jovem de 16 anos e seus quatro amigos. Destaque-se o jovem de 16 anos foi empalado com um cabo de vassoura, ou seja teve ele introduzido em seu ânus.
Várias questões devem ser levadas em conta com esse relato:
1º Ocorreu uma tentativa de invasão a residência do gesseiro Valdir Garcia de Moura;
2º Quem tentava a invasão era um policial militar sem farda e mais dois homens;
3º Moura agiu em legítima defesa diante da iminente situação de invasão em sua residência;
4º Moura se entregou para a justiça e foi preso, mesmo tendo agido em legítima defesa.
2º Quem tentava a invasão era um policial militar sem farda e mais dois homens;
3º Moura agiu em legítima defesa diante da iminente situação de invasão em sua residência;
4º Moura se entregou para a justiça e foi preso, mesmo tendo agido em legítima defesa.
Com base em tudo isso que eu relatei até agora vários pontos ficam claros: o gesseiro é inocente, pois agiu em legítima defesa; os jovens são vítimas de tortura por parte da brigada militar; e a brigada militar são os criminosos da situação seja através do policial sem farda que tentou invadir a casa do gesseiro, ou através da tortura praticada por seus policiais contra o jovem de 16 anos.
E o mais revoltante de tudo isso é que a maioria dos PM's foi inocentada está apta a voltar às ruas, ou seja em outras palavras torturadores estão nas ruas. E o gesseiro Valdir foi preso e provavelmente será condenado. Em outras palavras, os direitos humanos e a constituição foram lesados.
Agora vai uma lista dos policiais envolvidos no caso, tire uma cópia para você saber quem anda fazendo sua segurança:
- Capitão Gerson Luiz Pereira de Souza e Silva: absolvido no conselho, responde a processo na Justiça.
- Capitão Juliano André Amaral: considerado apto para permanecer na corporação, responde a processo na Justiça.
- Sargento Cirlon Manzoni Lemes: inicialmente considerado incapaz de permanecer na corporação, conseguiu reverter a decisão. Ele responde a processo na Justiça.
- Sargento José Tarcísio Mossate Rocha: absolvido no Conselho de Justificação, aguarda definição de processo na Justiça.
- Sargento Luiz Carlos de Mattos: considerado apto a permanecer na corporação. Responde a processo na Justiça.
- Sargento Paulo José Aguirre: absolvido no Conselho de Justificação.
- Sargento Paulo César do Nascimento: absolvido no conselho.
- Soldado Ademir Dornelles Severo: absolvido no Conselho de Justificação, aguarda definição de processo na Justiça.
- Soldado André da Silva: absolvido no conselho.
- Soldado Cristiano Sabany Pereira: considerado apto a permanecer na corporação.
- Soldado Derli Parode Barroso Júnior: considerado apto a permanecer na corporação. Responde a processo na Justiça.
- Soldado Édison Hidelbrando Ribas dos Santos: considerado apto a permanecer na corporação. Responde a processo na Justiça.
- Soldado Enéias Gonçalves Falcão: considerado apto a permanecer na corporação por meio de recurso. Responde a processo na Justiça.
- Soldado Jéferson dos Santos Silveira: considerado apto a permanecer na corporação, mas ainda responde processo na Justiça.
- Soldado José Oscar Bier: indiciado pela Polícia Civil, mas não foi responsabilizado pelo Ministério Público ou pela BM.
- Soldado Maiquel Augusto Celso: pediu desligamento da BM e responde a processo na Justiça.
- Soldado Paulo Joás Pires: considerado apto a permanecer na corporação. Responde a processo na Justiça.
- Soldado Roberto Carlos Izolan Coletto: considerado apto a permanecer na corporação. Responde a processo na Justiça.
- Soldado Valério Zórzi: considerado apto a permanecer na corporação. Responde a processo na Justiça.
- Soldado Wladinir Vieira: considerado apto a permanecer na corporação. Responde a processo na Justiça.
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