Fui ao cinema, neste último domingo, assistir à Sexta-Feira 13. Ótimo remake, com diálogos bons, bem colocados, um filme mais sério, mais bem feito, com mais lógica do que os outros episódios de série; dirigido por Marcus Nispel e produzido por Michael Bay, a mesma dupla responsável por outro grande remake, O Massacre da Serra Elétrica. Aliás espero que eles continuem fazendo remakes de filmes de terror do passado, como Halloween, pois eles levam jeito pra coisa.
Bom, mudando de assunto, vamos falar sobre a personagem principal, Jason e o sentimento que esse tipo de filme desperta no telespectador, pelo menos em mim. Antes de mais nada, Jason é um signo, ou em um linguajar mais coloquial, um símbolo. O símbolo de toda a maldade, uma maldade que nunca cessa, que não morre, que não termina. Enfim, ele representa tudo aquilo de perverso que persegue o homem desde seu surgimento.
O sentimento que me acompanha ao assistir à esse tipo de filme é duplo pois vai do prazer à insatisfação em questão de 90 minutos. Alguém deve achar estranho sentir prazer com toda aquela carnificina, mas o prazer está em ver Jason (o mal encarnado) ser punido, morto ou destruído. Enfim, pagando pelos seus crimes.
Assistir à Sexta-Feira 13 é lidar com os meus medos, com as minhas frustrações e para o público em geral também, por isso fascina e atrai tanto.
Ou também torcer para as outras personagens consigam escapar com vida do maníaco de máscara de hóquei. E isso não acontece, o que acaba por me causar um sentimento de frustração. É como transpor para a realidade e ver criminosos, sociopatas saírem impunes depois de crimes horrendos.
Nunca gostei muito da série Sexta-Feira 13 (aqueles massacres que satisfaziam desejos de pessoas sádicas), apesar de assistí-la; e assisti à esse remake, por ter um significado especial para mim. Revanche. Fui assistir, pensando que seria diferente, que o bem venceria o mal. Mas me decepcionei um pouco. Uma pena, é o único defeito do filme.
Voltando à realidade prefiro acreditar, como diz naquela música do Marcelo D2, que: "...andam dizendo que o bem vence o mal, por aqui vou torcendo pra chegar no final...".
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