MEU TERRITÓRIO É DEMARCADO, EU NÃO ATRAVESSO A RUA PRINCIPAL
Com base no estudo anterior Charles começou a mapear os focos de atividade criminosa e de violência existentes em Caxias do Sul. Assim partiu-se para outro trabalho de pesquisa, chamado de SEGURANÇA CIDADÃ - REDE DE SEGURANÇA NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL: UM OLHAR SOBRE A VIOLÊNCIA NAS NOSSAS ESCOLAS, realizado no ano de 2006. Composto de um relatório geral e projeto de ação, tinha como objetivo prevenir a violência nas áreas que estão vulneráveis a ela. Trata-se de um estudo qualitativo sobre quem vê a criminalidade em Caxias do Sul. São crianças que estudam em escolas e são alvos do comércio de entorpecentes.
Como resultado desse trabalho ficou evidente que as crianças e adolescentes moradores de bairros periféricos do município de Caxias do Sul presenciam confrontos entre narcotraficantes, disputas territoriais entre gangues, violência doméstica e são obrigadas a compactuar com o silêncio diante do risco de morte caso revelem ações de violência ou criminalidade.
A situação familiar se apresenta desagregada, com falta de referenciais - o que gera falta de objetivos, perspectivas e valores e um forte sentimento de inconseqüência e impunidade - e situações de agressividade doméstica que induz ao alcoolismo e a drogadição.
Como conseqüência dessa violência doméstica, o estudo identificou um comportamento que possui o individualismo como referência principal, onde as relações não são baseadas no companheirismo, mas sim em uma rede de grupos com suporte em organizações criminosas.
São grupos rivais intolerantes, caracterizados pela demarcação de territórios por uma simbologia própria, que evoluem para agressões verbais culminando na morte de algum dos integrantes. Toda essa violência acaba por atingir os professores e funcionários das escolas que esses adolescentes estudam.
Isso tudo aliado à influência do narcotráfico, à falta de infra-estruturas e às desigualdades econômicas estimula o ciclo da violência e da apatia social.
Com base no estudo anterior Charles começou a mapear os focos de atividade criminosa e de violência existentes em Caxias do Sul. Assim partiu-se para outro trabalho de pesquisa, chamado de SEGURANÇA CIDADÃ - REDE DE SEGURANÇA NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE CAXIAS DO SUL: UM OLHAR SOBRE A VIOLÊNCIA NAS NOSSAS ESCOLAS, realizado no ano de 2006. Composto de um relatório geral e projeto de ação, tinha como objetivo prevenir a violência nas áreas que estão vulneráveis a ela. Trata-se de um estudo qualitativo sobre quem vê a criminalidade em Caxias do Sul. São crianças que estudam em escolas e são alvos do comércio de entorpecentes.
Como resultado desse trabalho ficou evidente que as crianças e adolescentes moradores de bairros periféricos do município de Caxias do Sul presenciam confrontos entre narcotraficantes, disputas territoriais entre gangues, violência doméstica e são obrigadas a compactuar com o silêncio diante do risco de morte caso revelem ações de violência ou criminalidade.
A situação familiar se apresenta desagregada, com falta de referenciais - o que gera falta de objetivos, perspectivas e valores e um forte sentimento de inconseqüência e impunidade - e situações de agressividade doméstica que induz ao alcoolismo e a drogadição.
Como conseqüência dessa violência doméstica, o estudo identificou um comportamento que possui o individualismo como referência principal, onde as relações não são baseadas no companheirismo, mas sim em uma rede de grupos com suporte em organizações criminosas.
São grupos rivais intolerantes, caracterizados pela demarcação de territórios por uma simbologia própria, que evoluem para agressões verbais culminando na morte de algum dos integrantes. Toda essa violência acaba por atingir os professores e funcionários das escolas que esses adolescentes estudam.
Isso tudo aliado à influência do narcotráfico, à falta de infra-estruturas e às desigualdades econômicas estimula o ciclo da violência e da apatia social.
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